Síndrome de Burnout - o que você precisa saber!

Atualizado: 8 de jan. de 2022

A Síndrome de Burnout é um transtorno cada vez mais comum nos ambientes de trabalho que tem levado muitas pessoas a depressão, ao sentimento de incapacidade e ao esgotamento físico e mental, deixando a sensação de que a energia foi completamente sugada. O estresse causado pela síndrome se transforma em algo maior do que a própria capacidade de lidar com as questões do dia a dia de maneira eficiente. Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônico provenientes do esgotamento profissional, principalmente nas pessoas cuja profissão requer um envolvimento direto e intenso com os demais parceiros de trabalho.
A Síndrome de Burnout recebeu seu primeiro diagnóstico na década de 1970 pelo psicanalista Herbert Freudenberger. O termo em inglês remete a ideia de "estar queimado, calcinado pôr fogo", talvez sendo a melhor descrição para a sensação que invade as pessoas acometidas pela Síndrome de Burnout. A maioria dos indivíduos afirma sentir que o corpo e a mente acabam perdendo a própria capacidade de reação e realização, de tão esgotados que estão.
Sintomas

Herbert e a psicóloga Gail North, relacionaram doze sintomas causados pela síndrome que precisam ser observados. São eles:
Compulsão em demonstrar seu próprio valor: a necessidade constante de provar que sabe o que está fazendo;
Negação das próprias necessidades: dormir bem, se alimentar corretamente e reservar algumas horas para o lazer tornam-se temas secundários na vida do indivíduo;
Reinterpretação de valores pessoais: a autoestima é medida pelos resultados obtidos no campo profissional, deixando família, lazer e descanso como coisas sem nenhum grau de importância;
Fuga de conflitos: apesar de saber que há algo errado, a pessoa evita enfrentar os problemas. Com a constância da situação, os primeiros sintomas físicos podem surgir;
Incapacidade de se desligar do trabalho: o indivíduo não consegue se desconectar das atividades profissionais, checando e-mails e mensagens antes de dormir e/ou realizando tarefas aos finais de semana (sem que haja solicitação formal);
Negação dos problemas: o indivíduo passa a ser uma pessoa intolerante, tendo uma visão deturpada dos colegas de trabalho, vendo-os como preguiçosos, incompetentes, indisciplinados, etc. A agressividade e o sarcasmo podem aumentar nesse período;
Mudanças estranhas de comportamento: o indivíduo torna-se bem diferente daquilo que costumava ser. Tais alterações são nítidas e podem ser percebidas por qualquer pessoa de seu convívio;
Distanciamento da vida social: a pessoa passa a frequentar poucos eventos ou se afasta totalmente deles. Para relaxar pode haver o início do consumo de bebidas ou drogas;
Despersonalização: já não há mais o olhar para o próprio valor e/ou suas necessidades reais;
Vazio interno: passa a ser preenchido por compulsões (comida, sexo, etc.) e/ou consumo excessivo de bebidas e drogas;
Depressão: a vida perde o sentido. As incertezas e a exaustão se apresentam com mais força nesse momento;
Esgotamento (Síndrome de Burnout): aqui se dá o momento do colapso mental e físico, com grande probabilidade de surgir pensamentos suicidas. Agora é urgente que se faça a intervenção médica e terapêutica.
Vale lembrar que nem todos os sintomas ocorrem juntos e nem todas as pessoas apresentarão os mesmos sintomas. Além disso, ela pode desencadear fatores como isolamento, mudanças bruscas de humor, ansiedade, baixa autoestima e dificuldade de concentração. De qualquer maneira, é preciso ficar atenta(o) aos sinais para receber acompanhamento médico e terapêutico adequados. A Síndrome de Burnout é uma condição psiquiátrica que necessita de acompanhamento médico e terapêutico para que haja melhora dos sintomas físicos e emocionais.
Segundo pesquisa realizada pela ISMA-BR (International Stress Management Association), cerca de 32% dos profissionais apresentam grau máximo de Burnout. Além disso, as mulheres são as mais atingidas pela síndrome porque existe uma expectativa de que elas são capazes de exercer diversas funções, realizando tarefas que vão muito além do campo profissional. Ainda segundo essa pesquisa, 92% das pessoas com a síndrome continuam trabalhando normalmente.
O primeiro passo para sair desse quadro, é reconhecer a necessidade de buscar por ajuda especializada para tratar a síndrome. Recorrer à métodos de alívio do estresse pode contribuir para a melhora, desde que aliados a um tratamento médico e psicoterapêutico adequado.
Diagnóstico, tratamento e dicas preventivas

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconhece a Síndrome de Burnout como patologia organizacional. Por isso, é admitido o afastamento do profissional para tratamento adequado.
O diagnóstico do Burnout pode ser confuso, já que ela possui aspectos similares com a depressão. Somente profissional especializado tem as condições necessárias para diagnosticar a Síndrome após análise clínica do paciente. O psiquiatra é o profissional que fará o diagnóstico e prescreverá a medicação adequada, conforme o caso. Já o psicólogo e/ou psicanalista são os profissionais que farão o acompanhamento terapêutico, oferecendo o suporte para que o indivíduo compreenda de maneira adequada o processo pelo qual está passando e possa falar sobre suas dores e angústias.
Basicamente, o tratamento é feito com psicoterapia e antidepressivos e/ou ansiolíticos, dependendo do caso. Meditações e/ou técnicas de relaxamento são indicadas como apoio complementar no combate ao estresse.
A volta ao trabalho deve acontecer de maneira gradativa até que o profissional esteja seguro para regressar à carga horária original. Respeitar as necessidades e limites de seus funcionários, é o passo essencial para que as empresas garantam a diminuição do índice de indivíduos afetados pela Síndrome de Burnout.
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